sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Eleições 2014 em 20 frases

As eleições acabaram no dia 26 de outubro. Pena que não é verdade. As redes sociais têm o poder de esticar qualquer data. Se você é uma pessoa abençoada e conseguiu ficar fora do Facebook no período eleitoral, veja o que rolou. Se você fez como eu e acompanhou todos os momentos e entrou em crise de ansiedade e quase infartou por causa das eleições, leia pra levar menos a sério o caos.


1- "Ninguém perguntou nada pra mim", Genro, Luciana.
2 - "Não seja leviana" (72x), Neves, Aécio.
3 - "No que se refere" (1346x), Rousseff, Dilma.
4 - "Defendo a família" (58x), Everaldo, Pastor.
5 - "Aparelho excretor não reproduz", Fidélix, Levy.
6 - "Você precisa estudar", Genro, Luciana.
7 - "Você precisa estudar, Luciana", Jorge, Eduardo.
8 - "Não aponte o dedo pra mim", Genro, Luciana.
9 - "Essa polarização prejudica o Brasil", Silva, Marina.

 10 - "Bancos, capitalismo, sistema", Genro, Luciana.
11 - "Quero", Jorge, Eduardo.
12 - "Sim, não, pode ser, pera...", Silva, Marina
13 - Paulistas não sabem votar
14 - Nordestinos não sabem votar
15 - "Tô passando mal", Rousseff, Dilma.
17 - "Coxinha", Petralha
18 - "Petralha", Coxinha.
19 - Textos enormes sobre golpe, Cuba e ditadura.
20 - Textos enormes sobre separatismo.

Daí a Suzane von Richthofen casou e o assunto mudou! Fim.


sábado, 13 de setembro de 2014

Passarinhos

De repente a vida os traz pra mim
Tão frágeis, de asas quebradas
Carrego-os com cuidado em minhas estradas
Com a certeza de que haverá um fim

O coração se apega e se aperta
Porque seu destino já conhece
Quem há de ouvir minha prece?
Quem libertará aquele que liberta?

Aquele que esteve em minha mão
De asas curadas e rosto aflito
Com eterna gratidão, voa ao infinito
E jamais retorna ao meu coração

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Perrengue na Bienal do Livro - parte 3

Como eu já tinha dito, depois de comer e lutar por um sinal de celular, encontrei minhas amigas na Cia das Letras (veja a parte 2). Aliás, uma delas, porque a outra havia ido ao banheiro. Mas ok!

O namorado da que eu encontrei ia comprar um livro e estava numa fila de duas horas (sim, duas horas). "Vou na Comix e me encontrem lá, quando saírem daqui", eu disse pra minha amiga. Até porque duas horas de fila é muita coisa! Achei que daria tempo de eu fazer minhas compras e encontrá-los de novo. Mais um engano...

Fui até a Comix. Tinha fila para entrar, claro. De repente surge o namorado da minha amiga, perguntando por ela... Eu disse pra ele que a Comix era nosso ponto de encontro. Mesmo assim, ele foi atrás dela.

Entrei na Comix, peguei pouca coisa, porque nada tinha desconto. Fiquei mais de uma hora na fila para pagar, porque as máquinas de cartão estavam lentas!!! E, no caminho, fui me desfazendo de algumas coisas, porque a gente começa a fazer as contas e talz...

Durante a fila, eu tentei ligar para a minha amiga que estava no banheiro, mas não conseguia. Só consegui quando estava quase na boca do caixa.

Eu: Alô! Meeeu, onde você está???
Amiga: Oi! Eu já estou no ônibus indo embora! Não recebeu minhas mensagens?
Eu: Po**a!!! Como assim já está no ônibus?? Que brecha!
Amiga: ah, meu! Eu mandei mensagem, vocês não responderam, não encontrei ninguém, já estou cansada e amanhã cedo tenho que ir pro aeroporto.
Eu: Me espera então, que eu te encontro no metrô!
Amiga: Ok! Beijo

(Detalhe, a outra amiga estava sem o celular dela. O celular dela estava com o namorado dela. Os dois estavam perdidos também.)

Assim que desliguei o celular, olhei pra trás e encontrei minha amiga perdida! Gritei, me chacoalhei e ela me viu!!! Na hora, pedi (berrei) para que ela não se mexesse.

Paguei os meus livros, após andar com a máquina de cartão pela loja (pra conseguir algum sinal) e encontrei minha amiga.

Avisei a amiga que estava no ônibus que tinha eu tinha encontrado a outra amiga. Agora o objetivo era encontrar o namorado dela.

Manda mensagem, espera duas horas para a pessoa receber. A pessoa te manda a mensagem, você demora duas horas para receber. No fim, ficamos na saída, esperando ele passar. E ele passou! Já era noite e fomos embora, cansados e com pouquíssimos livros.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

9 coisas que a gente aprende no primeiro dia de academia

1 - é possível ficar sem tirar foto




2 - é possível não dar check-in




3 - não é obrigatório o uso de roupas fluorescentes



4 - não é obrigatório o uso de micro roupas


5 - os homens tendem a usar roupas mais coloridas que as mulheres


6 - no pain, no gain (hu3)


7 - é normal fazer duas séries de quinze e uma de catorze (ou dez)



8 - o choro é livre, mas não reclame comigo, reclame com o treinador


9 - ninguém precisa saber que você foi à academia (hu3)





terça-feira, 26 de agosto de 2014

Perrengue na Bienal do Livro - parte 2

Depois do sufoco que passei para conseguir entrar na Bienal do Livro (veja em Perrengue na Bienal do Livro - parte 1), eu ainda tinha outro desafio: encontrar minhas amigas que estavam lá dentro.

Pensa comigo. Você toma café às 11h de sábado, chega às 14h30 na Bienal, fica embaixo daquele sol típico do Saara e consegue entrar no evento às 15h40. Qual a primeira coisa em que você pensa? "Vou encontrar o pessoal". Só que não. Fui direto para a praça de alimentação, porque estava morrendo de fome e fome = mau humor e possibilidade de agressão.

Após me apertar pelos corredores da Bienal, atropelar e ser atropelada, cheguei à fonte de temakis, lanches, pães de queijo, espetinhos e pizzas. Claro que fui onde tinha menos gente, a dos espetinhos. Mas como desgraça pouca é bobagem... "Acabaram os lanches!!! Agora só temos espetos e o tempo de espera é de uma hora!!!", gritou a moça do caixa. "Que absurdo... não é à toa que estão dizendo que esta é a pior Bienal", disse um dos famintos da fila. Fiz meu pedido e enquanto esperava, tentei entrar em contato com minhas amigas, por sms, ligação, Whatsapp... Adivinhe. Sem 4G, 3G, 2G ou G. O jeito era comer em paz (sentada no chão, já que não havia espaço nas mesas) e depois ir em busca da galera perdida.

Alimentada e satisfeita, comecei a andar pela Bienal (tentei) e estava contando com a sorte de esbarrar em algum amigo ou de conseguir mandar mensagem para minhas amigas. Descobri que quando uma mensagem chegava, ela chegava com pelo menos meia hora de atraso.

Como as filas nas editoras estavam imensas, deu tempo de eu receber uma mensagem e encontrar minhas amigas! Mas claro que a história não termina por aí!

Em breve a parte 3.

sábado, 23 de agosto de 2014

Perrengue na Bienal do Livro - parte 1

Quinta-feira decidi que iria na Bienal do Livro. Minhas amigas iam e nossos rolês geralmente são épicos. Nas outras edições em que fui, sempre comprei o ingresso na porta. Mas o meu erro desta vez foi não ter comprado o ingresso pela internet. Começa por aí.

Pegamos o ônibus gratuito da Barra Funda e fomos ao evento. Chegamos às 14h20. "Vão entrando, que eu vou comprar os ingressos e encontro vocês lá dentro", eu disse. Nunca estive tão enganada na minha vida!!!!

Segui até a bilheteria e vi uma fila imensa. Um sol do inferno às duas da tarde. Andei, andei, andei e não chegava o fim. A fila dobrava e não seria absurdo dizer que estava quilométrica, literalmente. Tive a brilhante ideia de comprar o ingresso pelo celular e retirar na entrada. Saí da fila e fui pra sombra. Tentei mil vezes comprar o ingresso e em todas dava erro.

Chegou ao meu lado uma moça com duas crianças pequenas. Ela me disse que estava esperando o marido comprar o ingresso pro filho que tinha menos de 12 anos, mas como estava sem documento, não conseguiu entrar sem pagar. Eu perguntei se ela não conseguiria pegar a fila preferencial, já que estava com duas crianças. Ela me disse que só poderia, se uma das filhas tivesse até três anos.

Eu disse que estava tentando comprar pela internet e a moça pediu para que eu comprasse para ela também. Comprei.

Chegamos na entrada do evento, disseram que quem compra pela internet tem que retirar os ingressos na bilheteria. Ou seja, teria de voltar a pegar aquela fila enorme. Agora pensa: além de você pagar taxa de conveniência + taxa de retirada (R$ 10, 00), você ainda tem que enfrentar uma fila absurda pra pegar o ingresso. A moça então perguntou se ela poderia entrar como patrocinadora. Ela fez o cadastro e conseguiu a entrada que ela precisava.

A moça poderia muito bem ter me falado: "se lasca aí" e ter entrado na Bienal. Mas ela não desistiu de mim. "Você me ajudou, agora eu vou te ajudar", me falou. Ela conseguiu dar um jeito para o o filho dela entrar sem o ingresso e me deu o que estava sobrando.

Devolvi o dinheiro que ela tinha me dado pelo ingresso comprado pela internet e ainda me senti endividada.
Não sei se ela um dia vai ler esse post, mas quero deixar registrado que serei eternamente grata.

Foi assim que consegui entrar no segundo dia de Bienal do Livro, às 15h40. Essa foi só a primeira parte da história, porque eu ainda tinha de encontrar minhas amigas que estavam lá dentro.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Contos do transporte público: ai essa falta de noção e de fone de ouvido...

Já discuti muito em trens, ônibus e metrôs por causa de pessoas que não usam fone de ouvido. Eu estou pouco me lixando se você está ouvindo rock, funk, gospel, axé, pagode..., apenas tenha bom senso e abaixa o som desse seu aparelhinho de última geração. Se eu quisesse ouvir música, eu estaria ouvindo, com um fone de ouvido.

Hoje peguei trem com dois caras que falavam praticamente gritando. Saí de lá quase manjando de todos os esquemas da biqueira e sabendo quem era piriguete e quem era a nervosinha da galera. Não contentes, colocaram uns funks boladões pra ouvir, bem alto, em seu Galaxy S4. Maldito Dom Dom Dom... Todo mundo ficou olhando. Eu estava bem em frente a eles, lendo o meu livro (A Dança dos Dragões) e me segurando muito para não falar nada. Foi difícil. Mas não falei, fiquei encarando, mas eles olhavam apenas para baixo ou para a janela. Tentei manter minha leitura.

Quando estava chegando na estação em que eu ia descer, um homem que estava próximo à porta pediu para que eles diminuíssem o som. A resposta deles foi imediata: "por que, tio?" "Qualé a fita?". O homem na hora falou que eles estavam incomodando. "Oxi, incomodando quem, tem ninguém reclamando". O homem insistiu e disse que ia chamar o segurança. Os dois rapazes na hora bateram na janela do trem e desafiaram o homem a chamar o segurança da estação. Em resposta, o homem disse que ele é quem ia resolver isso.
Saí do trem e não sei mais o que aconteceu.

Me senti meio impotente e babaca, por não ter dado apoio ao cara da porta. Mas eu já tinha decidido não causar mais dentro do trem. Sabe por quê? Porque sei que esses caras fazem isso de propósito. Engana-se quem pensa que eles não tem noção de que estão num espaço público. Eles apenas não respeitam e querem ser desafiados, para aparecer e mostrar quem manda. Infelizmente, nessas situações a ignorância sempre vence, porque ou termina com xingamentos, ou termina com alguém apanhando.

Nessas horas, em que eu tenho infinita vontade de agredir fisicamente alguém, eu tento pensar no que Jesus, Buda, Madre Teresa e afins fariam. Mas dessa vez não deu. Eu pensei no cabeludo barbudo torcendo o pescoço daqueles caras e Maria Madalena dando um belo chute nas bolas desses leks. Ficou só no pensamento. Infelizmente eles devem ter saído ilesos de qualquer situação e provavelmente voltarão a infernizar mais pessoas. Apesar de todo o ódio, a melhor coisa a fazer é ignorar.

Ps: Vocês não tem noção de como me esforcei para não escrever palavrões nesse texto!!!

terça-feira, 25 de março de 2014

Floresta dos Corvos

Julguei o livro pela capa. Literalmente. Achei que ia ser uma história bacana, mas não foi.

Floresta dos Corvos, escrito por Andrew Peters, narra a história de Arktorius Malikum, um menino de 14 anos, que vive num país sobre árvores, chamado Arborium. Em volta desse lugar, há um império de metal e vidro. A aventura começa quando o garoto Ark descobre que esse império quer acabar com o país dele, já que a madeira é uma matéria-prima valiosíssima.

O livro tem alguns misteriozinhos, que se arrastam demais, mas no final não é nada de muito uau. Não são muitas páginas (não chegam a 400), a narrativa é meio infantil e o autor parece ter escrito o texto pensando no roteiro de um filme. Se for adaptado para o cinema, pode ser que fique bem legal.


Eu recomendo Floresta dos Corvos para quem tem menos de 15 anos, para aqueles que não se importam com aventuras e batalhas pouco detalhadas e para quem gosta de finais felizes. Se você leu As Crônicas de Gelo e Fogo é quase certeza que você não vai gostar desse livro. Eu não gostei (culpa do Martin).

segunda-feira, 10 de março de 2014

Nebraska

Ouvi falar muito pouco sobre Nebraska. Descobri o filme por meio do Filmow, uma rede social de filmes. Não me chamou muito a atenção, mas mesmo assim assisti e me surpreendi.

Woody, interpretado por Bruce Dern, é um idoso alcoólatra que acredita ter ganho US$ 1 milhão, por causa de um folheto de assinatura de revista. Por diversas vezes, ele tenta sair sozinho e a pé da cidade de Billings, Montana, e buscar seu prêmio em Lincoln, no estado de Nebraska. Após tantas tentativas, seu filho mais novo, David (Will Forte), decide acompanhar o pai em busca do um milhão.


Após um pequeno acidente, eles param para descansar na casa do irmão de Woody. Os moradores da pequena cidade, onde Woody viveu na juventude,  ficam sabendo do prêmio e começam a cobrar dívidas antigas. No tempo em que permanecem na cidade, David começa a descobrir um pouco mais sobre a vida do pai.


Esse filme me trouxe a mesma sensação de quando assisti a Pequena Miss Sunshine. Nebraska é simples e bonito. Em seu preto e branco, carrega histórias que poderiam ser da minha ou da sua família.

Não é uma comédia, apesar de ser capaz de tirar alguns risos com algumas situações cotidianas e outras nem tão comuns assim. É um filme que traz um conflito de gerações e nos nos faz perceber que cada idoso carrega uma história que deve ser respeitada.

Nebraska recebeu seis indicações ao Oscar deste ano (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia). Infelizmente, não ganhou nenhum.

sábado, 8 de março de 2014

Azul é a Cor Mais Quente

O filme Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d'Adèle) começa com a personagem principal, Adèle, ainda no colegial. Ela é uma garota quieta que sofre pressão de suas colegas de escola, que cobram dela novidades sexuais. Adèle, interpretada por Adèle Exarchopoulos, conhece um rapaz e transa com ele, mas não se sente completa com essa relação.

Quando uma de suas colegas de escola a beija, ela começa a notar sua atração por mulheres. Mas é em um bar que Adèle conhece Emma (Léa Seydoux), uma mulher de cabelos azuis e o amor de sua vida (ela chegou a ver Emma ao sair da escola, mas não chegaram a dialogar).


Adèle não é estudante a história inteira. A passagem do tempo é detectada  por meio de diálogos e detalhes nas cenas. Cada cena do filme mostra uma evolução e uma descoberta da personagem e a cor azul está sempre presente e contrastada, dando um tom melancólico. Já na segunda metade do filme as cores quentes são destacadas, principalmente o vermelho, mas o azul continua lá.

O filme foi baseado na HQ Azul é a Cor Mais Quente. Infelizmente ainda não li. Porém, segundo o site Omelete, o final do filme não é o mesmo que o da HQ (leia a crítica aqui).


Para quem eu recomendo o filme? Para quem aguenta ouvir três horas de falas em francês, para quem aprecia uma triste e bela história de amor, para quem aprecia a fotografia de um filme e para quem gosta de finais não convencionais.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Tô pobre no Carnaval

Finalmente chegou um dos feriados prolongados mais lindos e esperados do ano. Carnaval vem ni mim!!!
Aí você percebe que não planejou nada e, o pior de tudo, está sem grana pra fazer grandes coisas. Miou tudo.
Maaas não se chateie!! Você pode ser feliz nesse feriado!
O que fazer nesses quatro dias e meio de folga?

Reúna os amigos que estão na mesma situação que você!
Acredite, você não está sozinho. Junte o povo na casa de alguém, coloquem a conversa em dia e junte as moedas para pedir uma pizza, comida chinesa, ou para ir ao mercado e comprar algumas gordices.

Coloque sua leitura em dia
Sabe aquele livro que está encostado há meses? Então. Leia.

Assista a um filme
O Oscar está aí e tem um monte de filme bom pra ver. Junte os seus amigos da pizza e assista a um filme com eles! Vale fazer aquela pipoca com bacon e tomar um refrigerante geladinho.
Eu já assisti a esse filme e super recomendo.


Videogame (<3)
Sabe aquele jogo que você ficou de zerar? Aproveite que agora você terá tempo para se dedicar a ele. Você também pode desenterrar aquele seu Super Nintendo e morrer de nostalgia..

Bloco de Carnaval
Se você é mais agitado, procure saber se na sua cidade tem desfile de escolas de samba ou algum bloco de Carnaval e vá se divertir.

RPG
Não, não estou falando de exercícios. Junte aquele seus amigos (amigos são tudo na vida, gente) e terminem aquela velha campanha interminável ou comece outra campanha que, com certeza, não terá fim.

Séries
Aproveite esse feriado bonitão e termine de ver as séries que você está se devendo. Eu, por exemplo, pretendo terminar a do Sherlock. Mas ainda tenho a Battlestar Galactica, House of Cards e Breaking Bad pra terminar.

Discos
Seu artista preferido lançou um disco e você ainda não ouviu? Em quatro dias e meio você pode ouvir toda a discografia dele e ainda mais.

(Eu recomendo esse disco do Pearl Jam que só fui ouvir inteiro esses dias. Está bonitão <3)

Bicicleta
Desenterre aquela sua bicicleta que está quase enferrujada e aproveite que a cidade está mais vazia para pedalar em paz.


Bom, essas foram algumas dicas para quem está com pouca grana. Mas sempre há mais coisas para se fazer, como andar por aí, ir a algum parque, ou a alguma exposição. Ficar em casa de pijama também é uma opção, mas não é a melhor.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Clube de Compras Dallas

O ano é 1985. Ron Woodroof, interpretado brilhantemente por Matthew McConaughey, é um eletricista que, após levar um choque e parar no hospital, descobre ter AIDS. O médico que o atendeu deu apenas 30 dias de vida à ele.

Agora pensa: década de 1980. A AIDS, considerada uma doença de homossexuais e drogados, era uma sentença de morte.

Num cenário onde o machismo e preconceitos predominam, Ron Woodroof se une ao travesti Rayon (Jared Leto) também com HIV . Juntos, eles vendem os medicamentos alternativos a outra pessoas com AIDS e se encontram numa luta contra a indústria farmacêutica estadunidense.

Clube de Compras Dallas tem seis indicações ao Oscar deste ano: Melhor Filme, Melhor Ator (Matthew McConaughey), Melhor Ator Coadjuvante (Jared Leto), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Maquiagem.

Matthew McConaughey realmente merece estar na lista de indicados a melhor ator. Finalmente ele conseguiu mostrar que tem muito talento, sem depender de sua beleza. Mas isso também podemos ver em sua curta participação em O Lobo de Wall Street.

Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) é minha indicação pra semana.



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Novo clipe da Shakira não te lembra nada?

Shakira lançou o videoclipe da música Can´t remember to forget you (muito sensual, diga-se de passagem). Quem não viu, veja agora. Quem já viu, vê de novo, uai.


Mas quando vi o clipe, na hora me lembrei da Britney Spears. Sim, me lembrei desse vídeo:


Poxa, só eu vi semelhanças entre os vídeos? Paredes e sensualização. Não?
Não importa. O vídeo da Shakira teve mais de 50 milhões de visualizações no Youtube, em apenas quatro dias! O da Britney não deve chegar aos 5 milhões tão cedo.
A música da Shakira é mais legal e Shakira e Rihanna são muito (infinito) mais divas e ostentação que Madonna e Britney Spears. Vivam com isso.
Beijos.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Desabafos

Minha cabeça está fervendo de tantos pensamentos e eu preciso descarregar tudo aqui. Na semana que se passou, muitos foram os acontecimentos que me fizeram parar e queimar meus neurônios.
São três assuntos que comentarei aqui: o do menino Kaique, os rolezinhos e o programa da Fátima Bernardes.

Vamos lá.

Morte de jovem gay é registrada como suicídio; família contesta
Esse foi o título da matéria do Portal G1. O texto começa assim: "Um adolescente gay foi encontrado morto no sábado (11) sob o Viaduto Nove de Julho, no Centro de São Paulo. Inicialmente, a Polícia Civil investiga o caso como suicídio."

Ok. Primeiro. O fato dele ser gay, levantou a hipótese de ter sido um crime homofóbico. Triste é o mundo em que as pessoas são mortas por serem gays, negras, por não terem dinheiro na carteira ou por defenderem seu filho de um assalto. Entenderam? Parece que hoje a vida não vale nada, independente de quem você seja, você morreria por menos de um real.
Segundo ponto: a polícia registrou o caso como suicídio e aqui eu uso um trecho de um texto que recomendo. "Não há, neste momento, como afirmar se Kaique foi assassinado ou se suicidou. Para afirmar, tanto um homicídio quanto um suicídio, é preciso uma investigação. E séria. Há suicídios que, pelas circunstâncias e pelas evidências, são facilmente comprováveis. Não parece ser o caso de Kaique. A questão que se impõe é: por que foi registrada como suicídio uma morte que até hoje, mais de uma semana depois, não foi esclarecida?" (trecho do texto Kaique e os rolezinhos: o lugar de cada um).
Terceiro: que diferença faz se ele é gay ou não? Gente, pelo amor. Ele é um adolescente e, independente de ser gay, hétero, branco, preto, chinês, gordo, magro e etc, ele deveria estar transbordando vida.

Agora sobre os rolezinhos, que ainda ocupam um bom espaço nas redes sociais.
Eu poderia escrever uma monografia sobre o rolezinho e seus efeitos econômico, social e psicológico. Mas prefiro ser curta e grossa.
Juntou uma galera num shopping, pra andar, olhas as lojas, flertar, mas um pessoal mal intencionado resolveu causar e tumultuou o rolê.
Pronto. Agora foi arrumada uma desculpa para que pobre não entre nos shoppings "bem frequentados".
Bom... o que parece é que pobre não pode ir a shopping. Pobre não pode usar roupa de marca. Pobre não pode se misturar aos ricos. Pobre só é legal no seu habitat natural, fora de shoppings caros.
"Mas Jéssica, ninguém falou de pobre. São um bando de funkeiros que se aglomeram nos shoppings e causam medo nas pessoas"
Oi? Aposto que se fossem 500 mulheres com roupas de marca gritando pelo shopping, as lojas não fechariam e as pessoas ainda parariam para olhar. Mas como são jovens que buscam diversão, então não é legal.

Encontro com Fátima Bernardes. Adoro esse programa. Sério. Assisto todos os dias.
Teve um específico que causou um certo alvoroço. (veja aqui)
Psicanalista Francisco Daudt: "Se você está vestida pra matar e vai para um bar e senta e toma um chopinho e passa o radar em torno, as pessoas vão fazer a leitura correta social de que você está disponível" (...) "A mulher que está sozinha por exemplo é frequentemente uma garota de programa que está em busca de companhia"
WHAT????? Mas eu ando sozinha e não sou puta!!! Que absurdo isso!!!
Então a atriz Sophie Charlotte diz: "acho que a gente tem de quebrar esse tipo de pensamento até em cima da beleza feminina. Acho que as mulheres bonitas que se vestem de uma maneira às vezes mais sensual, elas pagam um preço diferente pela própria beleza e pela própria juventude"
Exatamente. É o pensamento geral. O mundo é repleto de preconceitos. E se sentir ofendida por ser confundida com uma prostituta não é preconceito??

"Legal, Jéssica. Mas por que escreveu esse texto?" Simples. Precisava escrever tudo o que estava na minha cabeça. Isso me ajuda a refletir. Se você me perguntar o que esses três assuntos têm em comum, eu te digo: falta de amor. "Aff... isso é frescura, mimimi". Ah é? No geral, o que eu vejo é que as pessoas são ávidas por transformações. Querem um mundo sem preconceito, um mundo bonito, com mais amor, menos corrupção, mas querem isso pra ontem, de uma hora para a outra. As mudanças são lentas, aos poucos, mas ninguém está disposto a se modificar. Quando digo amor, não estou querendo dizer pra você beijar todos que passarem na sua frente. Quando eu digo amor, quero dizer respeito, tolerância, compreensão, empatia. Quem está disposto a não empurrar o outro no trem para tentar ir sentado até a próxima estação? Quem avisa o cobrador do ônibus que ele deu troco a mais? Quem está disposto a perdoar o erro de outro? Quem aceita a derrota do seu time de futebol sem agredir o do time vencedor? Quem tem tempo para ajudar alguém sem pedir algo em troca?  Amar é parar de olhar para uma prostituta como se ela fosse inferior, parar de olhar um funkeiro como se ele fosse um ser asqueroso, é poder se manifestar sem ser agredido, é falar, ouvir, ser ouvido, é parar de justificar a violência, é parar a violência.
São coisas simples, não? Mas quem faz? É clichê, mas é uma verdade: "Você precisa ser a mudança que quer ver no mundo". Sei que amanhã o mundo não estará melhor, que as pessoas não mudarão de uma hora para a outra. Mas uma caminhada longa começa com o primeiro passo.