Depois do sufoco que passei para conseguir entrar na Bienal do Livro (veja em Perrengue na Bienal do Livro - parte 1), eu ainda tinha outro desafio: encontrar minhas amigas que estavam lá dentro.
Pensa comigo. Você toma café às 11h de sábado, chega às 14h30 na Bienal, fica embaixo daquele sol típico do Saara e consegue entrar no evento às 15h40. Qual a primeira coisa em que você pensa? "Vou encontrar o pessoal". Só que não. Fui direto para a praça de alimentação, porque estava morrendo de fome e fome = mau humor e possibilidade de agressão.
Após me apertar pelos corredores da Bienal, atropelar e ser atropelada, cheguei à fonte de temakis, lanches, pães de queijo, espetinhos e pizzas. Claro que fui onde tinha menos gente, a dos espetinhos. Mas como desgraça pouca é bobagem... "Acabaram os lanches!!! Agora só temos espetos e o tempo de espera é de uma hora!!!", gritou a moça do caixa. "Que absurdo... não é à toa que estão dizendo que esta é a pior Bienal", disse um dos famintos da fila. Fiz meu pedido e enquanto esperava, tentei entrar em contato com minhas amigas, por sms, ligação, Whatsapp... Adivinhe. Sem 4G, 3G, 2G ou G. O jeito era comer em paz (sentada no chão, já que não havia espaço nas mesas) e depois ir em busca da galera perdida.
Alimentada e satisfeita, comecei a andar pela Bienal (tentei) e estava contando com a sorte de esbarrar em algum amigo ou de conseguir mandar mensagem para minhas amigas. Descobri que quando uma mensagem chegava, ela chegava com pelo menos meia hora de atraso.
Como as filas nas editoras estavam imensas, deu tempo de eu receber uma mensagem e encontrar minhas amigas! Mas claro que a história não termina por aí!
Em breve a parte 3.
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