Quinta-feira decidi que iria na Bienal do Livro. Minhas amigas iam e nossos rolês geralmente são épicos. Nas outras edições em que fui, sempre comprei o ingresso na porta. Mas o meu erro desta vez foi não ter comprado o ingresso pela internet. Começa por aí.
Pegamos o ônibus gratuito da Barra Funda e fomos ao evento. Chegamos às 14h20. "Vão entrando, que eu vou comprar os ingressos e encontro vocês lá dentro", eu disse. Nunca estive tão enganada na minha vida!!!!
Segui até a bilheteria e vi uma fila imensa. Um sol do inferno às duas da tarde. Andei, andei, andei e não chegava o fim. A fila dobrava e não seria absurdo dizer que estava quilométrica, literalmente. Tive a brilhante ideia de comprar o ingresso pelo celular e retirar na entrada. Saí da fila e fui pra sombra. Tentei mil vezes comprar o ingresso e em todas dava erro.
Chegou ao meu lado uma moça com duas crianças pequenas. Ela me disse que estava esperando o marido comprar o ingresso pro filho que tinha menos de 12 anos, mas como estava sem documento, não conseguiu entrar sem pagar. Eu perguntei se ela não conseguiria pegar a fila preferencial, já que estava com duas crianças. Ela me disse que só poderia, se uma das filhas tivesse até três anos.
Eu disse que estava tentando comprar pela internet e a moça pediu para que eu comprasse para ela também. Comprei.
Chegamos na entrada do evento, disseram que quem compra pela internet tem que retirar os ingressos na bilheteria. Ou seja, teria de voltar a pegar aquela fila enorme. Agora pensa: além de você pagar taxa de conveniência + taxa de retirada (R$ 10, 00), você ainda tem que enfrentar uma fila absurda pra pegar o ingresso. A moça então perguntou se ela poderia entrar como patrocinadora. Ela fez o cadastro e conseguiu a entrada que ela precisava.
A moça poderia muito bem ter me falado: "se lasca aí" e ter entrado na Bienal. Mas ela não desistiu de mim. "Você me ajudou, agora eu vou te ajudar", me falou. Ela conseguiu dar um jeito para o o filho dela entrar sem o ingresso e me deu o que estava sobrando.
Devolvi o dinheiro que ela tinha me dado pelo ingresso comprado pela internet e ainda me senti endividada.
Não sei se ela um dia vai ler esse post, mas quero deixar registrado que serei eternamente grata.
Foi assim que consegui entrar no segundo dia de Bienal do Livro, às 15h40. Essa foi só a primeira parte da história, porque eu ainda tinha de encontrar minhas amigas que estavam lá dentro.
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