quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Versão de Quinta: Starman x Astronauta de Mármore

Hoje tem Versão de Quinta! É dia de fazer você chorar com a criatividade brasileira. Hoje é dia de ver o estrago a versão brasileira de Starman, do divo, maravilho, magnífico David Bowie.  ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ 


"There's a starman waiting in the sky/ He'd like to come and meet us/ But he thinks he'd blow our minds.", Os brasileiros tem uma capacidade absurda de transformar poesia em música brasileira (hu3).


A música em inglês tem tanto conteúdo. Acho até estranho o que fizeram com ela na versão brasileira. Reza a lenda que quem gosta de Bowie detesta essa música em português. Na verdade, nunca conheci quem gostasse dos dois ao mesmo tempo.

Até a próxima quinta!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Minha contribuição para o Setembro Amarelo

A vida é engraçada. As coisas costumavam dar muito certo pra mim. Quando parecia que tudo iria por água abaixo, nos 45 minutos do segundo tempo, dava tudo certo. Claro que me acostumei com isso e esse foi meu erro. Quando a gente sabe que vai dar certo, a gente arrisca com mais facilidade, né?

Mas, num dia em que eu achei que seria épico, apesar de algo dentro de mim dizer que era uma furada. No final, foi epicamente uma desgraça. Foi uma sucessão de falhas. Tudo de errado aconteceu e não tinha como remediar. A partir desse dia eu mudei.

A sensação de que algo vai dar errado passou a ser constante para qualquer coisa. Se eu marcasse algum compromisso num final de semana, mesmo com amigo, já me dava frio na barriga.

Frio na barriga, seguido de enjoos, nervosismo em excesso, boca seca, mãos geladas, falta de ar, tremedeira e tontura em locais abertos eram sensações constantes para qualquer atividade que eu fosse fazer. Quando eu ia ao cinema, pensava "será que vou conseguir ficar duas horas nessa sala?".

Essas sensações não começaram de repente. Em 2013, eu saía um dia e eu não via a hora de voltar pra casa. Achava que tudo bem. Às vezes é uma dia de indisposição, né? Mas começou a ficar mais comum me sentir assim.

Em 2014, os sintomas de ansiedade começaram a se agravar. Não conseguia ficar em um espaço aberto sem sentir uma instabilidade nas pernas. Quando fui viajar de avião, pela primeira vez, senti um medo insano. Eu tinha um buraco no estômago e mal respirava. Duas horas na espera pelo embarque pareciam ter durado duas décadas. Mas no final deu tudo certo.

Quando eu conheci meu namorado, eu estava na minha pior fase de ansiedade. Era difícil explicar pra ele a razão de eu não conseguir sair aos finais de semana, ou de não aguentar ficar fora de casa por muito tempo.

O desemprego agravou e muito minha ansiedade. Eu acordava tarde e só queria que o dia passasse rápido para eu voltar a dormir. Entendam, eu não queria morrer, mas eu também não tinha mais o ânimo que eu sempre tive de viver. Vontade de sair, de viajar, de festejar, de dirigir, que é algo que amo fazer, já não existia mais. Foi quando eu percebi isso, que eu estava apenas no modo zumbi, que eu procurei ajuda. Falei, chorando, com minha mãe, que me ouviu e me orientou. No começo de 2015, eu procurei uma psiquiatra. Que ironia. Eu, que achava que só quem não é auto suficiente procurava esse tipo de profissional, tomei aquela cuspida de volta na testa. Precisei tomar remédio pra eu voltar a mim. Meu namorado, apesar de não compreender o que se passava comigo, me apoiou.

Claro que fiz e ainda faço acompanhamento psicológico e não há vergonha alguma nisso. Precisei passar por isso para entender. Me conhecer é a melhor formar de eu me ajudar. Com o tratamento, voltei a sair, consigo ir ao cinema, consigo dirigir sem medo, voltei a viver. Já não tenho mais crises de ansiedade. Ansiedade tenho, claro. Ansiedade é natural, quando não tem paralisa. Toda essa experiência me transformou. Não sou mais a adolescente hiper feliz de antigamente. Amadureci, me tornei mais crítica e um tanto amarga, confesso. Mas sei que a vida vale a pena ser vivida e que tenho muita coisa pra viver.

Nesse setembro amarelo, vi muitas pessoas dando sua contribuição para a campanha de prevenção ao suicídio. E hoje eu quero dar minha contribuição. Ansiedade e depressão têm tratamento. A vida muda completamente e a gente vê como ela é melhor do que pensa. Tristeza constante não é normal. Não precisamos viver nas sombras pra sempre. Há sim uma saída. Procure ajuda.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Versão de Quinta: Hey Jude!

Hoje é dia de clássico! E já dou a dica de que foi um clássico bem JUDEADO (rs rs rs) pelos músicos brasileiros. Hey Jude!




O cara que fez isso é um gênio


A música imortalizada na voz de Paul McCartney é um clássico que ficou ainda mais imortalizado após ter sua versão na nossa língua portuguesa. Há quem diga que, se você gosta da versão em português, você não gosta de Beatles. E vice-versa. Pobre Kiko. "Hey JUDEEEEEEEE, NÃO FIQUE ASSIIIIM..."



Desculpa, pessoal... não consegui um vídeo tão legal quanto esse.

Como estive em falta com você, meu querido leitor, decidi não postar somente um versão, mas DUAS!!! Siiiiiiiiim!!! Hey Jude não foi só maltratada por Kiko Zambianchi, uma dupla sertaneja também fez essa maldade (muahaha). Estou falando de Zezé Di Camargo and Luciano.
Acredite se quiser!!!

Confesso que prefiro o Kiko Zambiachi cantando. É um clássico das versões, né? Versão de versão é como o Karatê Kid 3, não faz muito sentido (saudades senhor Miyagi - Pat Morita).



É triste de ver e né? Mas esse é o poder dos brasileiros na hora de fazer versões.

Até a próxima quinta, pessoal!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Fidelidade, amor, casamentos e filhos no século XXI

Embora estejamos no século XXI, algumas pessoas ficam chocadas quando uma mulher diz que não quer casar ou ter filhos.

Numa reunião entre amigos, duas mulheres contavam histórias sobre a traição de seus maridos. A primeira disse que o marido a traiu com uma prostituta e "a tirou da vida". Pensa, você tem mulher e uma filha. Sai de casa, transa com outra e volta todas as noites pra dormir na cama de sua mulher. Nojo. Quando a mulher descobriu, claro que ficou em choque. Anos de uma família formada foram demolidos. Mais de vinte anos de casamento foram pro saco. E a mulher foi pra terapia pra segurar o tranco, ainda mais porque tinha uma filha em casa que claramente sentia toda aquela situação e tomou as dores da mãe.

A segunda mulher tinha dois filhos. Também após muitos anos de casamento, todo mundo alertava de que o cara estava traindo ela, mas ela se recusou a correr atrás disso. Por fim, a amante mandou uma calcinha pra mulher. Pra piorar, a mulher passou por um perrengue de quase ser despejada de casa e o cara não estava ao lado dela. Isso resultou numa separação que durou dois anos. O cara arrependido pediu pra voltar. Houve uma conversa entre a família e voltaram.

Entendam... Não acho que todo casamento é pra sempre. O amor pode acabar algum dia sim. Mas o que não pode acabar é o respeito. Todo relacionamento é um acordo, ainda que não falado. A gente fica com quem a gente confia. Não precisa de uma pessoa perguntando se prometemos ser fiéis na alegria e na tristeza e etc. Quando nos comprometemos a estar com alguém automaticamente a fidelidade está no pacote. Mesmo um relacionamento aberto tem suas regras, há um respeito entre os envolvidos.

Todo casamento tem um começo. Provavelmente a história de amor inicial era linda, como todas as outras. Mas se o tempo passou, o amor desgastou e não tem conserto, separa. Porque é injusto ser desrespeitoso com quem te respeita. É injusto você seguir uma vida paralela e deixar alguém preso a você.

Quantas histórias ouvimos sobre homens que traem sua mulher enquanto ela está grávida, ou enquanto ela passa noites mal dormidas cuidando de seu filho recém-nascido? Quantas mulheres não passam pelo sofrimento da depressão pós-parto e ouve do marido que é tudo isso é frescura? Quantos casos de homens que separam de suas mulheres assim que elas dão a luz?

Pô, ninguém quer um cara frouxo que arria na primeira dificuldade, que após vinte anos de casamento te troca por uma guria de vinte anos, que não está contigo quando você mais precisa.

Como é possível querer casar e ter filhos sabendo que essas situações são mais comuns do que gostaríamos que fossem? Ainda existe amor???

Após desilusões com Gregório e Clarice, Bonner e Fátima, Claúdia Raia e Celulari, optei por olhar as histórias de amor reais que me cercam. Escolhi acreditar no amor. Um pouco de fé não faz mal a ninguém.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Versão de Quinta: Rosana e Jennifer Rush!

Hoje é dia deeeeee Versão de Quinta!!! E eu trouxe um clássico!!! COMUMADEUSAAAAAAAAAAAAAAAAA VOCÊ ME MANTEEEEEÉM!!!

Pra quem não sabe, O Amor e o Poder, de Rosana, é uma versão de outra música!




A música original, de 1984, chama-se The Power of Love, interpretada por Jennifer Rush. E não, não tem nada a ver com De Volta para o Futuro.
Na música da Jennifer, a moça é toda perdidinha, ela está com o cara, mas não sabe o que quer, não sabe o que fazer, mas ela está disposta a aprender o poder do amo (nhóoooin).




Já na música de Rosana rola uma coisa mística, um poder sobrenatural, um animal que ronda, magia negra, seduçaaaaaaaaaaaaaaaão.


Um belo exemplo de como a versão pode superar o original!




quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Versão de Quinta: Savage Garden e Sandy e Júnior

Hoje inauguramos mais um quadro nesse lindo blog que fala de tudo um pouco e muitas vezes fala de nada. VERSÃO DE QUINTA!!!!

Toda quinta-feira vou postar músicas internacionais que foram abrasileiradas. As versões brasileiras são incríveis! A música escolhida de hoje é Truly Madly Deeply, do Savage Garden, que tem sua versão brasileira na voz de Sandy e Júnior. Eeeeee saudades dos anos 1990.

Claro que a versão não é idêntica à original, né? Enquanto em No fundo do meu coração (o nome da música na versão brasileira) a música começa com "Eu quero ser um lindo sonho pro teu coração/ Quero fazer da sua vida poesia e canção", a Truly Madly Deeply (Verdadeiramente, Loucamente e Profudamente) diz I'll be your dream, I'll be your wish, I'll be your fantasy/ I'll be your hope, I'll be your love/ be everything that you need, ou em tradução livre. Serei seu sonho, serei seu desenho, serei sua fantasia/ serei sua esperança, serei seu amor/ tudo o que você precisa.


Já o refrão em português diz: Vou te encontrar na luz das estrelas/ Te refletir nas águas do mar/
Quero ficar assim pra sempre/ Porque pra mim a vida é te amar. Na versão original é I want to stand with you on a mountain/ I want to bathe with you in the sea/ I want to lay like this forever/ Until the sky falls down on me, ou em tradução by Jess Eu quero ficar com você em uma montanha/ quero me banhar com você no mar/ quero ficar assim pra sempre/ até que o céu caia sobre mim.


Achei as duas versões bem obsessivas. Medinho.
Até quinta que vem com mais uma versão brasileira "reberti richars".







domingo, 10 de julho de 2016

João das Dores

João das Dores é o cara que faz tudo errado. Quando adolescente, não estudava e reclamava de notas baixas. "Como assim tirei nota baixa se sou tão inteligente", diz ele.

Andava com a carta de motorista vencida e reclamou quando a polícia o pegou. "Que absurdo... a polícia nunca pega ninguém e vai parar logo meu carro?"

Não colocava água no carro, não trocava os pneus e dizia que tinha azar com os carros, que sempre quebravam em sua mão. "Porcaria de carro que precisa de manutenção, não tenho sorte mesmo".

No trabalho, quando cometia um erro, tentava responsabilizar qualquer outra pessoa. "A outra pessoa que me tirou do sério e não deixou o ambiente melhor, caso contrário eu não erraria".

Quem não convive com João das Dores acha que ele é um cara super legal. Ele sorri pra todo mundo, é super disposto a ajudar, só posta felicidades no Facebook. Que cara legal, né?

Em casa, João cobra o almoço e a janta da esposa. "Hoje tem arroz, feijão e bife", diz a mulher. "Que porcaria, vou ficar sem jantar", diz João, que logo depois vai pegar a comida na cozinha. Mas em público é puro amor com a esposa. Com os filhos, em casa, não troca palavras, não há demonstrações de afeto, mas na frente dos outros é uma amizade linda de se ver.

Na frente dos outros, a vida é linda, a família e o amor são tudo. Na vida real, a realidade é outra.

Ele nunca está errado. Errado é sempre o outro.

O João das Dores é o tipo de cara que vive de aparências e precisa de plateia.

Não seja o João. Não valorize o João.

terça-feira, 22 de março de 2016

Análise do meu comportamento nas redes sociais

Reconheço que demoro muito (muito mesmo) para atualizar o blog. Exatamente o oposto do que acontece com meus perfis pessoais do Facebook e Twitter, que logo que sai alguma notícia, estou lá opinando.

Mas com o blog é diferente. Quando as coisas acontecem, eu fico louca pra dar minha opinião. Daí quando vou escrever, o assunto já acabou, ou eu já mudei de opinião mil vezes, ou eu acho que o que vou escrever não é relevante... E eu sofro com isso. Meu objetivo aqui é informar e também opinar, mas tenho medo de desinformar. Então levo um tempo para pesquisar, ler alguns textos. Daí quando vou escrever, o assunto já era.

Foi assim que percebi que eu posto mil coisas nas redes sociais, mas sem pensar muito sobre o que estou postando. Por exemplo: teve o lance do grampo do Lula, aí discutimos se foi legal, se não foi. Brotou gente pró-Moro, anti-Moro, gente que já disse que era ditadura, que o Moro ganha salário demais, que o Lula é bandido de menos... Depois teve a ida do Lula ao Ministério da Casa Civil, da não ida pra Casa Civil e da possível volta dele. As pessoas começarão a discutir se isso pode, se não pode, a caçar motivos pra ele ir e não ir... A internet foi à loucura! E claro que eu também. É muita informação e a mão dos comentários tremeu e, claro, postei comentários, memes e etc.

No final das contas, ninguém está entendendo nada do que está acontecendo nesse Brasilzão de meu Deus. Cada dia é uma coisa nova. É capaz da gente acordar amanhã e o Brasil voltar a pertencer a Portugal.

Mas nós também não estamos entendendo nada, porque não damos tempo para digerir as informações. Só lemos o título das matérias e ficamos disputando pra ver quem é o mais fodinha nos comentários.


Tirei alguma lição disso tudo: se eu pensar bem antes de fazer qualquer comentário movido por emoção, eu nem faço o comentário! Evito discussões desnecessárias e consigo absorver mais conhecimento.

Mas os memes não podem parar.



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Meu amigo casou, mas nem era mais amigo

Li no ano passado o texto "MEU AMIGO CASOU, E NÃO FUI CONVIDADO", de Fabrício Carpinejar. O texto fez muito sentido pra mim.
Pensei em amigos que eu tive há quase dez anos, que participaram da minha formatura da faculdade, que viram a apresentação do meu TCC, que sempre me convidavam para seus aniversários, eventos em suas casas, que me contavam seus planos, ouviam minhas reclamações, davam conselhos...

De repente, um deles casou e eu só soube pelo Facebook. Desejei felicidades ao casal, afinal, ainda eu tinha algum carinho por eles. Óbvio que ninguém é obrigado a me convidar para casamentos, noivados e etc. Mas nesse momento percebi que não fazia mais parte da vida deles, nem eles da minha. Estavam entre meus amigos no Facebook por estar, pelo fato de num passado não tão distante, termos sido amigos. Não dividíamos mais nenhum momento. Não nos perguntávamos mais como iam as coisas e caso nos víssemos pelas ruas, nos cumprimentaríamos de longe, com um sorriso forçado no rosto. Triste.

Tudo isso me fez pensar em muitas coisas. Foi assim que eu notei que tornei o Facebook em um museu de velhas amizades. Mantinha pessoas apenas para lembrar do que um dia foi uma amizade, mas que no fundo, não tinha o menor sentido mantê-las por lá.

Para que manter amizades que não existem? Pessoas chegam e saem das nossas vidas. Algumas são importantes em alguns momentos, já outras são importantes em todos os momentos da nossa vida. Se alguém não faz questão de ter você na vida dele, o máximo que você pode fazer é desejar o bem a essa pessoa e seguir teu rumo. Dê valor àqueles que, mesmo longe, conseguem se fazer próximos.

Uma lição aos 45 minutos do segundo tempo de 2015.

Feliz Ano Novo.