terça-feira, 13 de outubro de 2015

O triste dia em que parei de comer bacon

Em agosto deste ano, um caminhão tombou com mais de 100 porcos dentro, no trecho Oeste do Rodoanel. Passou na TV a situação dos porquinhos e a burrice e insensibilidade humana ao tentar desvirar um caminhão com os porcos dentro.

(Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Desde que vi a cena dos porcos gritando e tentando sobreviver, não consigo mais comer carne de porco. O meu tão amado bacon deixou de ser amado.

No dia seguinte, a primeira coisa que me apareceu no almoço foi um torresmo. Fiquei surpresa por não ter a mínima vontade de comer, porque eu amava torresmo, sério. Foi deixando de comer carne de porco que eu percebi como consumia muita carne de porco. O lanche de mortadela, a feijoada, o misto quente,  o cachorro-quente, o rissole de presunto...

"Mas por que você está escrevendo esse texto, Jéssica?". É mais um desabafo, porque desde que eu parei de comer porco, as pessoas ficam dizendo que é frescura, que vão continuar matando porcos mesmo se eu não comer, que logo essa má impressão que eu tive passa.

Não sou vegetariana, só não como carne de porco por conta da má impressão que tive mesmo. Não quero convencer ninguém a deixar de comer carne de porco, só acho chato as pessoas ficarem tentando você mudar de ideia em relação a isso e quero respeito pela minha opção.

Tenho amigos vegetarianos e claro que faço brincadeiras, mas espero, de coração, que eu nunca tenha sido chata dessa forma.

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