segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Meu amigo casou, mas nem era mais amigo

Li no ano passado o texto "MEU AMIGO CASOU, E NÃO FUI CONVIDADO", de Fabrício Carpinejar. O texto fez muito sentido pra mim.
Pensei em amigos que eu tive há quase dez anos, que participaram da minha formatura da faculdade, que viram a apresentação do meu TCC, que sempre me convidavam para seus aniversários, eventos em suas casas, que me contavam seus planos, ouviam minhas reclamações, davam conselhos...

De repente, um deles casou e eu só soube pelo Facebook. Desejei felicidades ao casal, afinal, ainda eu tinha algum carinho por eles. Óbvio que ninguém é obrigado a me convidar para casamentos, noivados e etc. Mas nesse momento percebi que não fazia mais parte da vida deles, nem eles da minha. Estavam entre meus amigos no Facebook por estar, pelo fato de num passado não tão distante, termos sido amigos. Não dividíamos mais nenhum momento. Não nos perguntávamos mais como iam as coisas e caso nos víssemos pelas ruas, nos cumprimentaríamos de longe, com um sorriso forçado no rosto. Triste.

Tudo isso me fez pensar em muitas coisas. Foi assim que eu notei que tornei o Facebook em um museu de velhas amizades. Mantinha pessoas apenas para lembrar do que um dia foi uma amizade, mas que no fundo, não tinha o menor sentido mantê-las por lá.

Para que manter amizades que não existem? Pessoas chegam e saem das nossas vidas. Algumas são importantes em alguns momentos, já outras são importantes em todos os momentos da nossa vida. Se alguém não faz questão de ter você na vida dele, o máximo que você pode fazer é desejar o bem a essa pessoa e seguir teu rumo. Dê valor àqueles que, mesmo longe, conseguem se fazer próximos.

Uma lição aos 45 minutos do segundo tempo de 2015.

Feliz Ano Novo.