segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Lulu: eu usei e acho que entendi

Ahhhhhh, o Lulu... Quando ouvi fala pela primeira vez sobre esse aplicativo, há alguns dias, achei um absurdo. Onde já se viu avaliar o desempenho sexual de um homem e expor o cara dessa forma???? Pois é...
Cheguei a ler muitas matérias e colunas sobre o tema, para me informar melhor. O que percebi é que os homens se sentiram muito vulneráveis e acharam as mulheres muito agressivas, com sede de vingança. A objetificação do homem nunca foi tão comentada. Ok. Concordei com muitos textos.
Falei com uma amiga minha sobre o aplicativo e perguntei o que ela achava. Partilhamos da mesma opinião: é uma babaquice. Porém ela já tinha baixado o Lulu no celular e dado algumas notas para alguns amigos. Naquele momento, isso não fez sentido para mim.
Eis que chega o dia em que tenho contato direto com o tão maldito Lulu. A sensação foi um misto de decepção com diversão. E eu explico.
No último sábado, fui ao bar com duas amigas e uma delas tinha o aplicativo no celular (o meu celular não suporta apps, só por isso não baixei), na hora pedi pra ver o Lulu. A primeira coisa que fiz foi ver o perfil de meus amigos mais populares. Muitos ainda nem haviam sido avaliados.
A segunda coisa foi avaliar. Eu pensava, até então, que você tinha de dar a nota para o cara, apenas. Mas não. Você consegue avaliar alguém como: estou a fim, ex-namorado, amigo, já fiquei, juntos e parente. Para cada opção, é um conjunto de perguntas diferentes e, de acordo com as respostas, sai a nota já prontinha. Nem sempre sai a nota que você acha que o cara merece.
Quando você responde as perguntas, você se sente num teste daquelas revistas para adolescentes. São perguntas bem bobas. Mas o que mais chama a atenção durante a avaliação são as hashtags, sendo alguma delas engraçadas, como #MaisBaratoQueUmPãoNaChapa e #TocaVuvuzela.
Um dos meus amigos estava presente enquanto eu fazia a avaliação dele. A cara de espanto quando eu fazia alguma perguntas e mencionava as hashtags foram impagáveis. Até então ele só tinha uma visualização e nenhuma avaliação. De ontem para hoje, somaram mais 19 visualizações.
(foto: reprodução)
Já outro amigo foi avaliado sem estar presente, mas ele foi avisado. Poucas horas depois, o pessoal que estava com ele viu o perfil no Lulu e não deixaram passar. As hashtags negativas foram motivos de risada e ele foi muito "zuado", segundo ele mesmo. Foi aí que eu entendi que o maior problema desse aplicativo não eram as hashtags sobre o desempenho sexual e sim as do tipo #UsaRider, EntraVIPNoPuteiro, e #PânicoDeGermes.
Descobri que posso acessar o aplicativo pelo computador (http://onlulu.com). Já comecei a procurar todos os meus amigos. Os que tinham avaliação, eu logo avisava. Muitos, claro, já sabiam. Alguns me perguntaram a média e a quantidade de avaliações, acharam injusta alguma nota, mas no geral nem ligavam pro aplicativo ou para a nota dada, porque sabiam que não passava de uma brincadeira besta e que as notas não devem ser levadas em conta na vida real. Nenhum dos meus amigos acima dos 30 anos tinham sido avaliados (o que reforça a tese sobre o estilo de revista adolescente).
Mesmo depois de usar o aplicativo e, confesso, ter achado engraçado e divertido, ainda o considero algo idiota, bobo, como muitas coisas que surgiram nas internetes, mas nada parece superar o que está por vir.

Tubby - Sua vez de descobrir se ela é boa de cama
Claro que os homens não deixariam o Lulu passar impune. Se objetivo era criar um aplicativo como o Lulu, para homens, começaram errado.
Na página do Tubby, no Facebook, a descrição é a seguinte: "Chegou a hora de nossa vingança. Depois de termos nossas aptidões expostas para todas as mulheres, o Tubby chegou para inverter o jogo. Em breve."
Estou sendo precoce em falar sobre o novo aplicativo que será lançando somente depois de amanhã, mas o pouco que li e ouvi falar sobre ele é que os homens vão pegar pesado.
Enquanto no Lulu você fala se um cara dorme de conchinha, ou se ele tem três pernas, ou se ele some depois da transa, o Tubby vai mais fundo nas avaliações sexuais. Na imagem de exemplo, aparecem duas hashtags: #curtetapas e #engoletudo.
(foto: reprodução)
Em entrevista ao site Olha Digital, Rafael F., 22 anos, um dos criadores do aplicativo, afirmou: "Hoje em dia tudo é julgado muito superficialmente. Nosso app vai sim ser considerado machista por uns, e para outros vai ser apenas diversão. Ele é um app para homens relatarem suas experiências, apenas. Não o consideramos machista e nem queremos passar esta imagem". (veja a matéria completa aqui).
Bom, até mesmo os homens com quem conversei acham que esse novo aplicativo será exagerado e bem sujo. Vamos aguardar.

Descadastramento
Os homens que querem remover o perfil do Lulu podem entrar nesse site: http://company.onlulu.com/deactivate
As mulheres que não querem ter o perfil no Tubby, já podem solicitar a remoção, entrando no site do aplicativo: http://www.tubbyapp.com.



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Libertação Musical

Quando eu era criança, eu não tinha preconceitos musicais. Ouvia Axé, Pagode, Rock, Rap, Forró, qualquer coisa que tocasse na rádio. Música era diversão! A gente cantava, dançava, curtia realmente e socializava ouvindo qualquer coisa!
Ontem eu me lembrei de quando entrei na faculdade. Eu tinha 17 anos. Comecei indo num ônibus escolar, van, perua, chamem do que quiser. Lá o pessoa gostava de ouvir sertanejo e pagode. Eu detestava!!! Tinha que voltar diariamente ouvindo as mesmas músicas que pra mim eram uma porcaria. Algumas eu até gostava, mas fingia odiar.
Nessa mesma época, comecei a namorar um cara que só ouvia rock também. Foi aí que aprendi a gostar de Iron Maiden, que até então era uma banda indiferente pra mim. Me isolei no Rock. Qualquer coisa que não fosse do gênero eu achava ruim. Mas por quê????? Não sei. Só sei que eu preferia fingir que não gostava de pagode e pagar uma de roqueirinha marota.
Eu não era feliz.
De repente, eu me toquei que eu gostava de alguns pagodes, algumas músicas sertanejas e me perguntei: por que não posso gostar???
Foi aí que me libertei!!!!
Assumi que gosto sim de Exaltasamba (desde a época do Chrigor), amo Zeca Pagodinho, acho poéticas algumas músicas de Victor e Léo, canto Call Me Maybe por aí e não preciso deixar de gostar disso pra amar o Rock, que é meu estilo favorito.
Sabe o que tem no meu toca músicas (não faço propaganda para marca nenhuma)? KISS, Iron Maiden, Whitesnake, Metallica, Elvis Presley, Frank Sinatra, Raça Negra, Alcione, Só Pra Contrariar... Danço axé, ouço sertanejo sim (piro ouvindo Evidências) e adoro cantar uns funks engraçados (contando os plaquê de ceim dentro di um citroeeeeein...). Acreditem sou mais feliz assim.
Escrevi esse texto, porque vejo que muitas pessoas passam pelo que passei. Não tenha vergonha nem medo de gostar do que gosta!!! Assuma que você reclamou da programação do Rock in Rio 2013 e no fim amou o show da Beyoncé (culpada)!
Liberte-se!!! Liberdade traz felicidade.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Ano Novo, posts novos

Feliz Ano Novo, gente! Sim, com alguns dias de atraso, mas nunca é tarde para desejar boas coisas, não?
Estou em falta com este blog por três motivos: falta de inspiração, viagem e meu novo vício, League of Legends, conhecido entre os jogadores como LoL.
Já que eu estou sempre jogando, pensei em escrever algumas coisas sobre o LoL, então aguardem e vocês verão novidades!
E Feliz Ano Novo de novo!